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Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) é habilitado para compor o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático

Organização socioambiental da Bahia foi selecionada em edital do Ministério da Igualdade Racial para atuar nas discussões das políticas públicas de justiça climática e combate ao racismo ambiental no Brasil.

O Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA), organização da sociedade civil fundada há 30 anos na comunidade de Alagados, em Salvador (BA), acaba de dar um passo histórico em sua trajetória de luta socioambiental. O Ministério da Igualdade Racial (MIR), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) divulgaram o resultado definitivo da fase de admissibilidade que habilita a instituição para integrar o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático.

A habilitação foi chancelada pela Comissão de Seleção do Comitê, após rigorosa análise documental e técnica dos critérios estabelecidos no edital do Governo Federal. A conquista posiciona o CAMA na linha de frente das decisões nacionais que buscam mitigar o impacto desproporcional da crise climática sobre populações vulnerabilizadas, majoritariamente negras e periféricas.

Com uma atuação histórica voltada para a defesa dos direitos de comunidades tradicionais, catadores e catadoras de materiais recicláveis, mulheres negras e jovens da periferia, o CAMA levará para o cenário nacional a experiência acumulada no território baiano.

“Fazer parte deste Comitê Nacional é o reconhecimento de três décadas de dedicação à construção de territórios mais justos e ecologicamente equilibrados. O racismo ambiental se manifesta diariamente nas periferias urbanas e comunidades tradicionais através do saneamento precário, da exposição a desastres climáticos e da exclusão socioeconômica. Nossa missão nesse comitê será garantir que a voz e a tecnologia social das comunidades negras orientem as políticas públicas nacionais”, afirma o Dr. Joilson Santana, Coordenador Executivo do CAMA.

O papel do Comitê Instituído no âmbito da articulação interministerial e multissetorial pós-COP30, o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e Climático tem como objetivo principal promover o diálogo entre o governo federal e a sociedade civil, coordenar ações de resposta a vulnerabilidades ecológicas e ampliar a compreensão social sobre como os efeitos da mudança do clima aprofundam as desigualdades de raça e gênero no país. A governança do espaço envolve pastas estratégicas como o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Com a habilitação confirmada, o CAMA participará ativamente das câmaras técnicas e instâncias de debate que formularão as diretrizes nacionais para a Justiça Ambiental no Brasil nos próximos anos.

Sobre o CAMA Fundado em 1996, em Salvador (BA), o Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) é uma OSC sem fins lucrativos cuja missão é fortalecer a garantia de direitos de indivíduos e grupos vulnerabilizados. A organização desenvolve projetos nas áreas de economia solidária, inclusão socioeconômica de catadores(as) de materiais recicláveis, educação ambiental, equidade de gênero e combate ao racismo ambiental.

Fonte / Card: Ascom Ong CAMA

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