Sindicato

Crise no sindicato dos servidores do Judiciário da Bahia se agrava após nova decisão judicial

Tribunal suspendeu a retirada do diretor de Comunicação Tiago Pascoal da direção da entidade e a escolha da Comissão Eleitoral

A crise política no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia, o SINPOJUD, ganhou um novo capítulo com a suspensão dos atos aprovados na reunião do Conselho de Representantes realizada em 30 de julho. Entre eles estão o parecer que retirou da direção Tiago Pascoal, diretor de Comunicação da entidade, e a escolha da Comissão Eleitoral responsável pelo próximo pleito sindical.

A decisão foi publicada na segunda-feira, 3 de agosto, em meio a uma sucessão de conflitos internos, afastamentos e questionamentos judiciais que vêm atingindo o funcionamento do sindicato. O Tribunal considerou plausíveis as dúvidas sobre a competência de quem convocou a reunião e apontou possível incompatibilidade com uma determinação anterior da própria Justiça.

A disputa começou a se intensificar após o afastamento de Antônio Moisés Dantas Sobrinho da presidência do Conselho de Representantes. Ele foi posteriormente reintegrado por decisão judicial, com a garantia de exercer plenamente suas funções, incluindo a convocação e a condução das reuniões do colegiado. Ainda assim, integrantes da Mesa Diretora realizaram uma convocação paralela para votar o processo disciplinar contra Tiago e definir a comissão que conduziria a próxima eleição.

Para Pascoal, a decisão judicial expõe uma crise que não pode ser reduzida a uma disputa entre dirigentes.

“Estamos falando de uma sequência de decisões voltadas para afastar quem fiscaliza e questiona a atual condução do sindicato. Enquanto os servidores enfrentam problemas que exigem mobilização e respostas, a estrutura da entidade está sendo consumida por processos internos e disputas pelo controle dos espaços de decisão”, afirma.

A escolha da Comissão Eleitoral na mesma reunião aumentou a gravidade do episódio. Na decisão, o Tribunal alertou que a formação do grupo em um encontro judicialmente questionado poderia comprometer etapas como o calendário, as inscrições, os registros de candidatura e as impugnações do próximo processo eleitoral.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação

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