Conflito no Oriente Médio motiva paralisação de 6 fabricas no Brasil. Cerca de 500 trabalhadores são demitidos.
Nesta quarta-feira, 08/07, o Sindiquímica Bahia foi informado pelo Grupo Mosaic sobre a hibernação da fábrica de fertilizantes localizada em Candeias, Região Metropolitana de Salvador, e a demissão dos 30 funcionários da Unidade.
O motivo alegado para a paralisação das atividades é o conflito no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a empresa vem tendo dificuldade em importar o enxofre, matéria-prima para a fabricação de fertilizantes. A interrupção das atividades acontecerá também em mais cinco fábricas do grupo no Brasil, nos estados do Paraná, Goiás e Minas Gerais, totalizando cerca de 500 funcionários.
De acordo com dados da FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia), há 27 empresas de fertilizantes no estado, empregando cerca de 2.300 trabalhadores.
“Estruturalmente, o setor de fertilizantes é um grande importador de matéria-prima, sendo muito afetado pela dinâmica externa. Com o conflito no Oriente Médio, além das cotações terem subido, tem havido uma maior dificuldade logística para compra dos insumos”, explicou Giovani Souza, diretor do Sindiquímica Bahia.
Entidade cobra garantia de direitos dos demitidos
Após negociação com a entidade sindical, a Mosaic garantiu que, além de cumprir o Aviso Prévio determinado por lei e as cláusulas asseguradas pela Convenção Coletiva do Trabalho, oferecerá aos demitidos um Pacote Social que inclui a manutenção do Plano de Saúde por três meses e um programa de apoio psicossocial. Além disso, assegurou que os trabalhadores terão prioridade em uma possível recontratação assim que a empresa retornar o fluxo de produção.
“O Sindiquímica acompanhará o processo de demissão para que todos os direitos trabalhistas sejam assegurados. Esperamos que o conflito internacional seja resolvido o mais rápido possível, para o retorno das atividades industriais e para que outras fábricas do segmento não sejam ainda mais prejudicadas”, afirmou o dirigente sindical.
Fonte / Foto: Ascom Sindiquímica
