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Kátia Oliveira lamenta sequência de feminicídios em Salvador e cobra reforço das políticas de proteção às mulheres

A deputada estadual Kátia Oliveira (União Brasil) lamentou a sequência de feminicídios registrados nos últimos dias em Salvador e cobrou o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher. Em menos de uma semana, três mulheres tiveram as vidas interrompidas de forma brutal em crimes que, segundo as investigações, foram cometidos por homens que não aceitaram o fim de relacionamentos ou mantinham vínculo afetivo com as vítimas.

Na última sexta-feira (3), a cabo da Polícia Militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento, de 39 anos, foi morta a tiros no bairro do Barbalho. O principal suspeito é o marido, que também é policial militar. No domingo (5), Paloma Izabel Ramos dos Santos, de 41 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro de Tancredo Neves. De acordo com familiares, ela decidiu encerrar o relacionamento após descobrir que o companheiro era casado, mas ele não teria aceitado o término e a matou.

Já nesta quarta-feira (8), Ariane Silva Fonseca, de 28 anos, foi assassinada a facadas quando saía de casa para trabalhar como cuidadora de idosos, no bairro do Engenho Velho da Federação.

“É impossível receber essas notícias sem um sentimento profundo de tristeza e indignação. Em poucos dias, três mulheres perderam a vida de maneira extremamente cruel. Três histórias diferentes, mas marcadas pelo mesmo traço: homens que enxergaram a mulher como propriedade e não aceitaram o direito delas de viver suas próprias escolhas. Isso é inaceitável”, afirmou Kátia Oliveira.

Kátia Oliveira defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher exige ações permanentes e articuladas entre os poderes públicos. “Precisamos fortalecer toda a rede de proteção às mulheres. É fundamental ampliar o acesso às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, garantir o funcionamento efetivo dos serviços de acolhimento, investir em casas de abrigo, atendimento psicológico, assistência jurídica e campanhas permanentes de conscientização. Também é necessário trabalhar a prevenção, enfrentando a cultura da violência e do controle sobre as mulheres desde a educação”, salientou.

A parlamentar ressaltou ainda que o combate ao feminicídio deve ser tratado como prioridade pelo poder público. “O Estado precisa agir com firmeza, fortalecendo políticas públicas capazes de prevenir novos crimes, proteger as vítimas e responsabilizar os agressores com todo o rigor da lei”, disse.

Fonte: Ascom dep Kátia Oliveira – UB
Foto: Max Haack/ Divulgação

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