Cerca de 2,2 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social foram atendidos ao longo do último ano pela Fundação Cidade Mãe (FCM), órgão da Prefeitura de Salvador vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). Com mais de 30 anos de atuação, a instituição acumula reconhecimento nacional e internacional, incluindo premiações concedidas pela Unicef e pela Unesco.
Atualmente, a Fundação Cidade Mãe em Salvador desenvolve ações voltadas tanto à prevenção de situações de risco social quanto ao acolhimento de vítimas de violações de direitos, como violência, abandono e rompimento de vínculos familiares. Segundo a chefe de gabinete da FCM, Aline Gomes, o perfil do público atendido é composto majoritariamente por crianças, adolescentes e jovens pretos e pardos em situação de vulnerabilidade ou extrema vulnerabilidade social.
Centros de convivência fortalecem vínculos familiares
A Fundação mantém centros de convivência socioassistenciais em bairros como Saramandaia, Fazenda Grande IV, Engenho Velho de Brotas, Chapada do Rio Vermelho e Baixa Fria de Canabrava. Além disso, a instituição possui uma unidade na AABB de Piatã, que atende moradores do Coqueirinho e regiões vizinhas.
Nesses espaços, são oferecidas atividades no contraturno escolar, contribuindo para a redução da evasão escolar e da exposição de crianças e adolescentes à criminalidade. Ao mesmo tempo, as ações promovem o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
Fundação Cidade Mãe oferece acolhimento institucional
A estrutura da Fundação Cidade Mãe inclui duas unidades de acolhimento institucional destinadas a crianças e adolescentes afastados judicialmente das famílias após situações de violação de direitos. Além disso, a instituição conta com duas casas-lares, responsáveis por oferecer moradia provisória e acompanhamento psicossocial.
Outro destaque é o Serviço Família Acolhedora, iniciativa que promove acolhimento temporário em lares voluntários para crianças e adolescentes afastados das famílias de origem. Dessa forma, a Fundação amplia a rede de proteção social em Salvador.
“A Fundação Cidade Mãe carrega uma das mais sublimes missões que existem: transformar realidades. Ela chega à vida de uma criança, adolescente ou jovem e aponta um novo caminho, fazendo com que eles acreditem no próprio potencial e em um futuro melhor”, destaca Aline Gomes.
Oficinas e programas ampliam oportunidades para jovens
Entre os principais serviços oferecidos pela Fundação estão oficinas de artes, música, dança, esportes, informática e capoeira. Além disso, o Programa Jovem Aprendiz atua na inserção de adolescentes e jovens no mercado de trabalho.
A instituição também desenvolve projetos itinerantes e ações integradas à rede municipal de ensino. Um dos destaques é o projeto “FCM na Praça”, que leva atividades recreativas, oficinas e serviços voltados à garantia de direitos para diferentes bairros da capital baiana. Já o “FCM nas Escolas” atua no contraturno escolar dentro de unidades municipais, oferecendo atividades complementares aos estudantes.
Segundo Aline Gomes, essas iniciativas impactam diretamente a autoestima, a autonomia e as perspectivas de futuro dos jovens atendidos.
“Mudam a perspectiva de vida, a autoconfiança e a autonomia. As potencialidades são desenvolvidas e novas oportunidades surgem para que essas crianças e adolescentes vivam experiências que antes pareciam distantes”, afirma.
Histórias de transformação marcam trajetória da Fundação
Além das atividades voltadas aos jovens, a Fundação Cidade Mãe realiza acompanhamento familiar e comunitário por meio de escuta social, orientação e encaminhamento para serviços públicos da rede municipal. Assim, a instituição contribui para o fortalecimento de vínculos afetivos e para a garantia de acesso a direitos básicos.
Ao longo da trajetória da Fundação, diversas histórias de transformação marcaram a atuação da entidade. De acordo com Aline Gomes, há casos de ex-alunos que retornaram como educadores e de jovens aprendizes que passaram a atuar na formação de outros adolescentes.
Além disso, crianças acolhidas conseguiram retornar às famílias de origem ou foram inseridas em famílias substitutas após acompanhamento técnico da rede de proteção.
“Temos jovens que saíram do acolhimento e conquistaram seu espaço na sociedade. Crianças que estavam sem vínculos familiares conseguiram reconstruir suas histórias graças ao trabalho sério e comprometido da equipe técnica”, conclui.
Fonte: Secom PMS
Foto: Jefferson Peixoto
