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“Garis e margaridas mostram o quanto seus trabalhos são essenciais em apenas dois dias de greve”, diz SindilimpBA

Bastaram apenas dois dias de greve para a sociedade brasileira entender que a atuação dos garis e margaridas é essencial para todas as cidades. Mesmo com a pressão voltada para o Senado Federal, onde o alvo da greve nacional está: o PL 4146, que regulamenta a profissão dos trabalhadores da limpeza urbana em todo o país e estabelece direitos trabalhistas, a greve acabou. Nesta quarta-feira (24), o SindilimpBA reafirma a luta pelo PL e que o fim da paralisação no Brasil foi uma decisão da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio da CUT e Comissão Nacional de Greve dos Garis e Margaridas devido ao apelo social.

“Trata-se de uma suspensão responsável, construída coletivamente, sem qualquer renúncia à pauta central da categoria: a votação e aprovação do PL dos Garis e Margaridas no Senado. Eles voltam por reconhecer a essencialidade do trabalho. Além de representar um passo fundamental para garantir dignidade, valorização profissional, piso salarial nacional e melhores condições de trabalho”, salienta a coordenadora-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, munida da nota da comissão nacional.

De acordo com a circular, “em apenas dois dias de greve nacional, a categoria deu uma demonstração histórica de força, unidade e capacidade de mobilização. A paralisação alcançou sete capitais — Brasília, Vitória, São Luís, Maceió, Cuiabá, Salvador e Natal — além de dezenas de municípios em todas as regiões do Brasil, mostrando que os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana não estão isolados, não são invisíveis e não aceitarão mais ser tratados como categoria secundária”.

Para os sindicalistas, a conclusão é que “os garis e margaridas conseguiram levar sua pauta ao centro do debate público nacional e mostrar que não há cidade funcionando sem limpeza urbana, coleta, varrição, conservação e todos os serviços essenciais prestados diariamente por essa categoria”.

Os trabalhadores seguem em estado de mobilização permanente, organizados nacionalmente e prontos para retomar novas formas de luta, caso o Senado continue ignorando o projeto. “A suspensão da greve também leva em consideração a população brasileira, que sentiu os impactos da paralisação justamente porque o trabalho dos garis e margaridas é essencial para o funcionamento das cidades. Essa mesma população compreendeu, apoiou e reconheceu a justiça da luta da categoria”.

A nota da comissão nacional também informa que em alguns municípios, sindicatos tiveram que enfrentar medidas judiciais, como interditos proibitórios, tentativas de intimidação e restrições ao direito constitucional de greve.

“Esses episódios serão avaliados juridicamente e politicamente pela confederação, pela comissão da greve e pelas entidades de base, para que os próximos passos do movimento sejam construídos com segurança e proteção a cada profissional. Nenhum trabalhador ou trabalhadora pode ser prejudicado por lutar por direitos. Nenhum sindicato pode ser criminalizado por defender sua categoria. E nenhuma cidade pode continuar dependendo do esforço diário dos garis e margaridas sem reconhecer, de forma concreta, o valor desses lutadores”.

Fonte / Foto: Ascom SindilimpBA

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