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Marta denuncia seletividade e defende trajetória de Jaques Wagner

Vereadora lembra que senador apresentou uma linha do tempo sobre a expansão do Banco Master, sustentando que a gênese do escândalo não está na Bahia nem nos governos do PT, mas no processo de crescimento da instituição financeira durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central

A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou neste sábado (27) que o senador Jaques Wagner é vítima de uma tentativa injusta de abalar uma trajetória pública idônea construída ao longo de décadas. Na avaliação da parlamentar, o desgaste imposto ao senador atende a interesses políticos e demonstra grave seletividade da Polícia Federal e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, justamente por ele ser uma das principais lideranças da esquerda brasileira e um dos mais próximos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Como explicar que a Polícia Federal e o ministro André Mendonça tenham adotado esse rigor contra Jaques Wagner, enquanto não vimos o mesmo tratamento em relação ao senador Flávio Bolsonaro, que articulou junto ao banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento de R$ 61 milhões para um filme sobre Jair Bolsonaro? Ou em relação ao ex-prefeito ACM Neto, cuja empresa de consultoria recebeu R$ 3,7 milhões do Banco Master, embora tivesse sido aberta pouco tempo antes e não possuísse histórico nem experiência conhecida na prestação desse tipo de serviço? Como isso não desperta o mesmo rigor investigativo?”, questionou.

Segundo Marta, as relações entre Daniel Vorcaro e esses personagens são públicas e conhecidas, enquanto, no caso de Jaques Wagner, não existe qualquer prova concreta que justifique o desgaste imposto à sua imagem. “Sobre Jaques Wagner, nada se tem. Tudo é baseado em achismos. Enquanto as relações de outros personagens com Daniel Vorcaro são evidentes e não deixam dúvidas, escolheu-se justamente um homem cuja trajetória sempre foi marcada pela honestidade para transformá-lo em alvo de um espetáculo midiático e policialesco”.

A parlamentar destacou que o próprio senador sempre defendeu o aprofundamento das investigações sobre o caso Banco Master e foi um dos primeiros a cobrar que todas as relações envolvendo a instituição financeira fossem esclarecidas, jamais se colocando contra a apuração dos fatos.

“O senador se posicionou contra iniciativas que, em sua avaliação, favoreciam os interesses do Banco Master, por considerá-las incompatíveis com o interesse público. Defendeu que tudo fosse investigado para que o Brasil saiba quem realmente permitiu que esse esquema prosperasse. Também se posicionou contra medidas que beneficiavam os interesses do Banco Master porque entendia que elas eram moralmente inaceitáveis e contrárias ao interesse público. Quem age assim não tem compromisso com banqueiro; tem compromisso com o Brasil”, pontuou.

Segundo a vereadora, o senador apresentou da tribuna do Senado uma linha do tempo sobre a expansão do Banco Master, sustentando que a gênese do escândalo não está na Bahia nem nos governos do PT, mas no processo de crescimento da instituição financeira durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. “Ele mostrou que a gênese do Banco Master não nasceu na Bahia, como alguns tentam fazer parecer. Também deixou claro que sua atuação parlamentar sempre foi em defesa do interesse público e jamais dos interesses do banco”, disse.

Para Marta Rodrigues, a estratégia de exposição pública de Wagner repete um roteiro que o país já assistiu em outros momentos da vida política brasileira. “A população não é boba a ponto de se deixar levar por uma estratégia de descredibilização que o Brasil já conhece. O povo viu o que aconteceu com o presidente Lula, que ficou preso por mais de 500 dias e depois teve seus processos anulados pelo Supremo Tribunal Federal. Não aceitaremos que tentem repetir esse roteiro de injustiça e perseguição com Jaques Wagner”, afirmou.

De acordo com a vereadora, o senador vem sendo alvo de uma tentativa de transformar especulações em condenação de um homem que tem uma vida pública sem escândalos e sem suspeitas. “Jaques Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos, ministro da Defesa, ministro da Casa Civil, ministro das Relações Institucionais e senador da República, sem jamais ter sofrido qualquer condenação. Ao longo de sua trajetória política, adversários tentaram diversas vezes associar seu nome a acusações que acabaram não prosperando por absoluta falta de provas. Tenho absoluta convicção de que a história voltará a se repetir”, declarou.

Fonte / Foto: Ascom ver Marta Rodrigues – PT

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