MunicípiosTrabalho EscravoViolência

Municípios da região de Irecê fortalecem prevenção ao trabalho escravo

Projeto de capacitação de servidores públicos, do Instituto Trabalho Decente, reúne representantes de sete municípios para prevenir violações de direitos e proteger trabalhadores vulneráveis à exploração nas lavouras de café. Em 2025, mais de 2 mil pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão em diferentes regiões do país e nas mais variadas atividades profissionais, representando um aumento de 26,8% em relação ao ano anterior, segundo dados do MTE.

Para enfrentar essa realidade, servidores públicos de sete municípios da região de Irecê participam de uma capacitação voltada à prevenção, identificação e enfrentamento das violações de direitos trabalhistas. A ação acontece hoje, 21/07, em Irecê e amanhã, 22/07, em Canarana.

Promovida pelo Instituto Trabalho Decente, a formação integra a iniciativa de “Fortalecimento de Políticas Públicas de Trabalho Decente no Território de Irecê-BA”, uma das ações do Projeto CAFÉ, iniciativa que busca reduzir a incidência do trabalho escravo nas atividades produtivas da cafeicultura brasileira.

As próximas etapas da capacitação acontecem no município em Irecê, 21/07; e Canarana, dia 22/07. Já participaram servidores públicos dos municípios de João Dourado, Jussara, Lapão, São Gabriel e Mulungu do Morro, reunindo profissionais de diversas áreas da gestão pública para construir estratégias integradas de proteção aos trabalhadores.

“Além da qualificação dos servidores, o Projeto Café oferece assessoramento técnico a diferentes secretarias municipais, fortalecendo uma iniciativa de desenvolvimento sustentável com geração de emprego e renda nos municípios, buscando prevenir a vulnerabilidade social e econômica que torna os trabalhadores suscetíveis a ofertas degradantes de trabalho”, destaca a presidenta do Instituto Trabalho Decente, Patrícia Lima.

Principais irregularidades

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da persistência do trabalho escravo contemporâneo na lavoura cafeicultora. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realiza operações sistemáticas de fiscalização em regiões produtoras de café onde o trabalho escravo continua sendo recorrente. As principais irregularidades encontradas nessas operações são jornadas exaustivas; alojamentos precários; descontos ilegais nos salários e servidão por dívida, ausência de registro em carteira e de equipamentos de proteção individual; além da falta de água potável, sanitários e locais adequados para refeições.

O projeto é implementado pelo ITD e coordenado pela Organização Internacional do Trabalho e conta com a parceria da Clínica de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB – Irecê) e das prefeituras dos municípios envolvidos.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Vanessa Almeida Machado

Related posts

MP investigará mortes ocorridas durante ações policiais em Salvador, Camaçari e Itatim

Fulvio Bahia

“PSB apoiará Caetano em 2024; Camaçari é uma cidade antes e outra depois dele”, afirma Lídice

Fulvio Bahia

O investimento no esporte cresceu em Luís Eduardo Magalhães

Fulvio Bahia

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós assumimos que você concorda com isso, mas você pode desistir caso deseje. Aceitar Leia Mais