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Parecer sobre fim da escala 6×1 é adiado após pressão por transição de 10 anos

Parecer sobre fim da escala 6x1 é adiado

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados adiou para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do parecer sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Inicialmente, o relator da proposta, Leo Prates, apresentaria o texto nesta quarta-feira (20). No entanto, o adiamento ocorreu em meio à pressão de setores empresariais, parlamentares da oposição e partidos do Centrão.

Além disso, os grupos defendem a inclusão de uma regra de transição de 10 anos para implementação das mudanças.

Comissão negocia regra de transição

O presidente da Comissão Especial, Alencar Santana, afirmou que o colegiado precisa de mais tempo para negociar pontos relacionados à transição da nova jornada de trabalho.

Apesar disso, segundo o parlamentar, a votação do parecer continua prevista para o dia 26 de maio.

Além disso, Santana destacou que o objetivo das discussões é construir uma proposta que considere os impactos para trabalhadores e empresas.

O adiamento foi definido após reunião entre o relator, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta.

Emendas propõem transição de 10 anos

Uma das emendas apresentadas à proposta prevê que o fim da escala 6×1 só passe a valer dez anos após a promulgação da emenda constitucional.

O texto é de autoria do deputado Sérgio Turra e conta com o apoio de 176 deputados.

Além disso, a proposta exclui trabalhadores de setores considerados essenciais da redução da jornada de trabalho. Entre os setores citados estão áreas ligadas à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento e infraestrutura crítica.

Proposta também altera regras do FGTS

A emenda apresentada também propõe mudanças em encargos trabalhistas. Entre elas, está a redução da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que cairia de 8% para 4%.

Além disso, o texto prevê isenção temporária da contribuição previdenciária patronal, atualmente fixada em 20% sobre os salários.

Segundo informações da comissão, a maioria dos parlamentares que apoiam a proposta pertence a partidos como Partido Liberal, Progressistas, União Brasil, Republicanos e Movimento Democrático Brasileiro.

Governo defende redução sem perda salarial

O governo federal tem defendido uma proposta sem regra de transição longa e sem redução salarial para os trabalhadores.

Por outro lado, o relator Leo Prates sinalizou uma posição intermediária, com transição entre dois e quatro anos.

Além disso, outra emenda apresentada pelo deputado Tião Medeiros também propõe prazo de dez anos para implementação da nova jornada e exclusão de setores essenciais da redução da carga horária.

Fonte: Agência Brasil
Foto: CNI/José Paulo Lacerda

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