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Patrulha Guardiã Maria da Penha completa dois anos e reforça ações de combate à violência contra a mulher em Salvador

A Patrulha Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, completou dois anos de atuação nesta quarta-feira (17), consolidando-se como um importante instrumento de proteção às mulheres na capital baiana. Desde a criação do programa, já foram realizados 764 atendimentos e acolhimentos a mulheres em situação de violência, por meio de ações preventivas, ostensivas e educativas.

Os dados mais recentes demonstram o fortalecimento da rede de proteção à mulher em Salvador. Levantamentos apontam crescimento de 160% nos acionamentos do dispositivo de segurança no período pós-Carnaval, em comparação com a soma dos meses anteriores, evidenciando a ampliação do acesso das mulheres aos mecanismos de proteção disponíveis.

A coordenadora da Patrulha Guardiã Maria da Penha, Gessica Reis, destacou a importância do Botão Lilás, ferramenta tecnológica implantada pela Prefeitura de Salvador que já auxiliou dezenas de mulheres desde agosto do ano passado. O serviço pode ser utilizado por mulheres cisgênero e transexuais em situação de violência, permitindo o acionamento rápido de uma viatura por meio da geolocalização.

De acordo com Gessica, o sistema está integrado ao WhatsApp da Prefeitura e funciona de forma imediata.

“Quando a usuária informa que está sofrendo violência e precisa de ajuda, o atendimento é direcionado para nossa Central de Operações. Enquanto uma equipe especializada realiza o acolhimento e coleta as informações necessárias, uma viatura já é enviada ao local para prestar atendimento”, explicou.

As equipes da patrulha são formadas por agentes de ambos os sexos e contam sempre com a presença de pelo menos uma mulher durante os atendimentos. Para Gessica, essa composição contribui para que as vítimas se sintam mais seguras durante o acolhimento.“Em muitos casos, a presença de uma agente feminina proporciona mais conforto e confiança para que a vítima relate o que está acontecendo”, destacou.

Integrante da Patrulha Guardiã Maria da Penha, Paulo Rodrigues ressaltou a importância da atuação da equipe na proteção das vítimas. Segundo ele, além do acolhimento, os agentes atuam diretamente nas ocorrências encaminhadas pelo Botão Lilás, pelas guarnições nas ruas e pela Central de Operações.

“A Patrulha é imprescindível na proteção, defesa e prevenção da violência contra a mulher. Quando necessário, realizamos a prisão em flagrante dos agressores e os conduzimos à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) para os procedimentos legais”, afirmou.

Integração – James Azevedo, coordenador de Ação de Prevenção à Violência (Ceprev) da GCM, explicou que as ações de proteção às mulheres já eram realizadas antes mesmo da formalização da patrulha. Segundo ele, a Ceprev desenvolvia ações preventivas de enfrentamento à violência física contra as mulheres, incluindo acompanhamento em consultas médicas quando necessário, em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).

Ao comentar a continuidade dos serviços, o coordenador destacou a integração entre diferentes frentes de atuação da Guarda.“Temos uma rede complementar de proteção. Contamos com a parte preventiva, por meio dos cursos de defesa pessoal; a parte repressiva, realizada pela Patrulha Maria da Penha; e a parte educativa, desenvolvida pelo Núcleo de Ações Preventivas Educacionais (Nape)”, explica.

A vereadora de Salvador Ireuda Silva destacou a importância da iniciativa e sua abrangência para além da capital baiana. Segundo ela, a Patrulha Guardiã Maria da Penha tornou-se uma importante aliada no enfrentamento à violência contra a mulher e vem servindo de referência para outros municípios. “A Patrulha Guardiã Maria da Penha tem sido uma grande aliada no enfrentamento à violência contra a mulher. É uma ferramenta fundamental na proteção das mulheres”, afirmou.

A parlamentar também ressaltou a estrutura de acolhimento oferecida pela Casa da Mulher Brasileira. Segundo Ireuda, as vítimas encontram assistência jurídica, atendimento especializado e uma escuta humanizada, essencial para mulheres que chegam emocionalmente fragilizadas após situações de violência.

Fonte: Secom PMS
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

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