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Posse Popular tem dia de encontros históricos com primeiras mulheres indígena e trans à frente da Ouvidoria Cidadã

Tamikuã Pataxó e Thiffany Odara receberam autoridades e sociedade civil nesta sexta-feira (5), na Faculdade de Medicina da UFBA, em Salvador

Um dia de encontros históricos! Assim foi definida pela defensora pública geral, Camila Canário, o 5 de setembro. A data marcou a comemoração do Dia da Amazônia, Dia Internacional da Mulher Indígena e agora será também lembrado como o dia da Posse Popular das duas mulheres que conduzirão a Ouvidoria Cidadã da Defensoria Pública do Estado da Bahia pelos próximos dois anos: Tamikuã Pataxó, ouvidora-geral, e Thiffany Odara, ouvidora adjunta. A cerimônia ocorreu na Faculdade de Medicina da UFBA, localizada no Terreiro de Jesus, em Salvador, com a presença da sociedade civil e de autoridades.

Para ouvidora-geral, a posse popular é muito mais do que um momento solene. “Aqui, vocês estão vendo uma reparação histórica. Muitos ouviram o voto de doutora Camila [Canário] no dia da Posse. Ela foi a porta-voz, mas essa reparação foi feita a muitas mãos: dos meus ancestrais, de cada uma das mulheres que me antecederam nesse espaço e de cada um de vocês”, disse. Tamikuã Pataxó também reafirmou que a Defensoria Pública da Bahia está presente na sua vida há muitos anos e, em especial, em um dos momentos mais importantes, relacionados a sua filha, e a apresentou emocionada ao público presente.

Thiffany Odara também relembrou que tem uma conexão de longa data com a Defensoria Pública da Bahia: ela já foi usuária dos serviços da Defensoria e fez parte do Grupo Operativo da Ouvidoria Cidadã por dois mandatos.

“É muito importante estar aqui não só pela representatividade, mas por tudo aquilo que nossos corpos e corpas carregam diante da sociedade que é extremamente excludente e a todo momento nos coloca à margem. E aí, voltamos nossos corpos para um espaço de acesso à justiça gratuita, que defende e garante direitos, que é a Defensoria Pública”, disse a ouvidora adjunta.

A defensora pública geral iniciou sua fala ressaltando que o dia foi especial para assegurar a representatividade a duas grandes potências da natureza que representam mulheres, forças femininas e humanas que merecem espaço de fala e de vez. Resgatando os marcos desta data, ela relembrou que a mulher indígena é marco de resistência, memória e valorização daquelas que, ao longo de séculos, guardam saberes, sustentaram comunidades e ensinaram com coragem o verdadeiro sentido da dignidade e da ancestralidade.

“Com muita emoção realizamos a posse popular da nova ouvidora-geral e ouvidora adjunta. A escolha da data é afirmação política. É dizer que a Defensoria está de mãos dadas com as lutas ambientais, com a proteção de povos originários, com a defesa das mulheres, com o reconhecimento da diversidade e da igualdade”, afirmou a defensora-geral.

Camila Canário explicou que a ouvidora-geral investida com a posse popular assume uma função estratégica: de garantir que apoie a sociedade civil em toda a sua pluralidade ecoe dentro da Instituição. “A Ouvidoria não é apenas um espaço de escuta, mas um território de poder compartilhado em que os caminhos da Defensoria se desenham a partir de demandas concretas da população que mais precisa”.

Por fim, a gestora da DPE/BA relembrou ainda que um outro marco histórico ocorria neste dia: a primeira mulher trans passou a ocupar o cargo de ouvidora adjunta. “Sua chegada rompe barreiras, abre portas e afirma espaços institucionais que precisam refletir a diversidade da vida real. Sua presença é uma mensagem clara de que a Defensoria da Bahia sabe onde quer e deseja chegar”, finalizou.

Fonte: Ascom DPE/BA
Foto: Mateus Bonfim – Ascom DPE/BA

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