Iniciativa prevê captura, esterilização, microchipagem e acompanhamento veterinário de animais comunitários durante dois anos
O controle populacional de cães e gatos em situação de rua está entre os desafios das políticas de proteção animal em Salvador. Para ampliar as ações nessa área, a Prefeitura lançou o Edital de Credenciamento nº 001/2026, com investimento previsto de R$ 2,4 milhões para a contratação de organizações da sociedade civil responsáveis por serviços veterinários especializados.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), prevê a realização de procedimentos de captura, transporte, esterilização cirúrgica, microchipagem e acompanhamento pós-operatório de cães e gatos errantes e comunitários.
De acordo com as informações divulgadas pela administração municipal, o investimento previsto é de R$ 2.413.421,76, com período de execução de 24 meses. A proposta contempla as regiões administrativas das Prefeituras-Bairro, ampliando a possibilidade de atendimento aos animais que vivem em diferentes comunidades da capital baiana.
Assistência veterinária e retorno às comunidades
Um dos aspectos previstos na estratégia é a devolução dos animais aos locais onde foram encontrados, depois da recuperação e da completa cicatrização dos procedimentos cirúrgicos.
O acompanhamento pós-operatório deverá incluir alimentação, higienização e assistência veterinária até a alta médica. A microchipagem também está entre os serviços previstos, permitindo a identificação dos animais atendidos.
A estratégia busca evitar que cães e gatos comunitários sejam simplesmente retirados de seus territórios sem uma solução para o controle populacional.
Combate ao abandono e à reprodução descontrolada
A castração é uma das ferramentas utilizadas nas políticas de controle populacional de cães e gatos. Além de evitar novas ninhadas, a medida pode contribuir para reduzir situações de abandono e sofrimento animal.
O atendimento aos animais comunitários também envolve desafios que vão além dos procedimentos cirúrgicos. A continuidade da assistência, a participação de protetores independentes e o acompanhamento das condições dos animais nos bairros são fatores importantes para a efetividade das ações.
O edital permite a participação de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atendam aos requisitos estabelecidos. As entidades habilitadas poderão ser convocadas conforme a demanda, a necessidade dos serviços e a disponibilidade orçamentária e financeira.
A iniciativa coloca em evidência a importância de políticas permanentes de proteção animal, especialmente para cães e gatos que dependem da assistência de moradores, voluntários e organizações de acolhimento.
