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Yalodês Advogadas marcham em Brasília e unem, pela reparação histórica, as pautas jurídicas da consciência negra e da justiça climática

A Marcha Nacional das Mulheres Negras, que deve reunir 300 mil participantes na Esplanada dos Ministérios nesta terça-feira (25), ganha um reforço estratégico com a participação da Yalodês Advogadas.

A rede de juristas negras, reconhecida por sua atuação incisiva no combate ao racismo estrutural e na busca por equidade no sistema de justiça, liderará um bloco dedicado à pauta da Reparação Histórica, destacando a importância da representatividade legal e da justiça econômica.

O ato, que se consolida como um dos maiores eventos políticos da sociedade civil brasileira, ocorre em pleno Novembro Negro, reforçando a urgência em pocar as demandas de um grupo que representa 28% da população do país.

A Força da Marcha e a Importância da Memória
Organizada sob o lema “Pela Reparação e o Bem Viver”, a Marcha de 2025 celebra a força política da primeira edição, realizada em 2015. A presidente das Yalodês Advogadas, Caliane Nunes, sublinha a importância histórica do movimento como catalisador de mudanças estruturais.

“A Marcha Nacional, que nasceu em 2015 como um grito pela vida e contra a violência, hoje, em sua segunda edição, é o maior símbolo da nossa luta pelo Bem Viver e, sobretudo, pela Reparação Histórica. Não se trata apenas de caminhar, mas de pavimentar as vias para a justiça econômica, social e legal. É o momento de reafirmarmos que não aceitaremos ser invisíveis ou o último elo na cadeia de direitos,” afirma Nunes.

Dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) revelam que apenas cerca de 6% das advogadas brasileiras são negras, um índice que espelha a sub-representação em todo o Sistema de Justiça. A participação das Yalodês é um manifesto contra este déficit democrático e uma ação direta para empoderar a base do movimento com conhecimento jurídico.

COP30 e a Conexão com a Justiça Climática
Caliane Nunes ressalta que o engajamento das Yalodês Advogadas transcende a luta dentro dos tribunais, ligando as questões raciais urbanas às pautas globais, como o combate ao racismo ambiental.

“A presença das Yalodês Advogadas aqui em Brasília, especialmente neste Novembro Negro, é a materialização de que o direito precisa estar na rua, ao lado do povo. Nossa militância jurídica se estende de Brasília a Belém, onde também estivemos ativas na COP30, ligando o ponto do racismo estrutural ao racismo ambiental. A mulher negra é a principal afetada pelas crises e, portanto, deve ser o centro das soluções, garantindo que a pauta da Reparação seja incorporada em todos os espaços de poder, do judiciário à esfera climática global,” conclui a presidente, ressaltando o apoio essencial de entidades, como o Fundo Brasil de Direitos, da Anistia Internacional e do Fundo Agbara.

A atuação contínua das Yalodês Advogadas neste Novembro Negro, culminando na Marcha e com eco da sua participação na conferência climática em Belém, estabelece um precedente para a advocacia ativista no Brasil, focada em transformar a desigualdade em representatividade e a invisibilidade em lei.

Fonte / Foto: Assessoria de Imprensa

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