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Bitcoin devolve ganhos recentes, recua 2% e acende alerta nos US$ 62 mil

O BTC voltou a cair mais de 2%, retrocedendo para US$ 62 mil e jogando dúvidas se os touros vão conseguir manter o suporte de US$ 60 mil

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 23/06/2026, está cotado em R$ 323.158,67. O BTC voltou a cair mais de 2%, retrocedendo para US$ 62 mil e jogando dúvidas se os touros vão conseguir manter o suporte de US$ 60 mil.

Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?

A queda ocorreu em meio a uma rotação global para fora de ativos de risco. Bolsas asiáticas sofreram perdas expressivas, com destaque para ações de tecnologia, inteligência artificial e semicondutores. Esse movimento contaminou o mercado cripto porque investidores passaram a tratar o Bitcoin, no curto prazo, como parte do mesmo grupo de ativos sensíveis a juros, dólar forte e liquidez global.

O ambiente externo piorou com a alta dos rendimentos dos Treasuries e com a força do dólar. Juros mais altos reduzem o apetite por ativos sem fluxo de caixa, como o Bitcoin, e aumentam a atratividade de instrumentos tradicionais de renda fixa. Na prática, o mercado exige mais prêmio para manter exposição a cripto quando o custo do dinheiro sobe.

A pressão também veio dos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos. Segundo dados citados da SoSoValue, esses produtos registraram mais US$ 228 milhões em resgates líquidos na semana encurtada. Foi a sexta semana consecutiva de saídas, elevando o total acumulado do período para US$ 5,94 bilhões.

Esse fluxo mostra que a demanda institucional segue fraca. Embora os resgates tenham diminuído em relação às semanas anteriores, o mercado ainda não viu uma retomada consistente de entradas. Sem esse comprador marginal, o Bitcoin perde uma das principais forças que sustentaram sua valorização em ciclos recentes.

Liquidações aumentam pressão sobre o Bitcoin

O ajuste ganhou força e no mercado de derivativos já foram registradas mais de US$ 83 milhões em liquidações de posições em long. Esse tipo de movimento ocorre quando traders alavancados apostam na alta, mas a queda do preço força o fechamento automático das posições.

Com isso, a venda deixa de refletir apenas uma decisão voluntária de investidores e passa a envolver um efeito mecânico. Cada liquidação adiciona mais pressão vendedora, derruba o preço e pode acionar novas liquidações. Esse processo costuma acelerar quedas em momentos de baixa liquidez ou de forte aversão ao risco.

Suporte em US$ 60 mil vira ponto decisivo

No curto prazo, a estrutura técnica favorece os vendedores. O Bitcoin negocia abaixo da média móvel simples de 30 dias, estimada em US$ 66.904. Esse dado mostra que o preço perdeu uma referência importante de tendência e precisa recuperar patamares superiores para reduzir a pressão baixista.

A primeira zona crítica aparece entre US$ 59 mil e US$ 60 mil. Se os compradores defenderem essa faixa, o Bitcoin pode entrar em um período de consolidação, com o mercado tentando formar uma base antes de uma nova tentativa de recuperação. Se essa região romper em fechamento diário, o próximo bloco relevante de demanda aparece perto de US$ 54 mil.

A resistência imediata fica em US$ 64.500. Enquanto o Bitcoin não recuperar esse nível com força, o caminho de menor resistência continua inclinado para baixo. Acima dele, o mercado passaria a observar novamente a região da média de 30 dias e, depois, patamares mais altos próximos de US$ 68 mil.

Alguns analistas ainda veem sinais construtivos. Crypto Patel afirmou que o Bitcoin registrou sua mais longa correlação negativa com o S&P 500 desde 2020, o que poderia indicar amadurecimento como ativo independente. No entanto, a queda desta terça-feira mostrou que, em choques de liquidez e quedas fortes em tecnologia, a criptomoeda ainda pode se comportar como ativo de risco.

O analista ArdiNSC apresentou uma leitura mais neutra ao defender que a variável mais importante não é apenas o preço, mas o tempo dentro de uma faixa de negociação. Para essa visão, a atual lateralização de cerca de 22 dias só se tornaria positiva se o preço permanecesse sustentado por mais tempo, sinalizando acúmulo real de compradores.

Já Beyoglu124 apontou anteriormente a região de US$ 68 mil como teste relevante para manter o impulso de alta. Com o preço agora abaixo desse patamar, a análise perdeu força no curtíssimo prazo, mas o nível segue importante para qualquer tentativa de reversão. Uma retomada consistente acima de US$ 68 mil poderia recolocar US$ 72 mil no radar.

O mercado também acompanhará o balanço da Micron, previsto para depois do fechamento de 24 de junho, com reação mais clara nas negociações de 25 de junho. Como a queda atual nasceu em parte da reavaliação das ações de inteligência artificial e semicondutores, qualquer surpresa negativa nesse setor pode manter a pressão sobre ativos de risco, incluindo o Bitcoin.

Para os próximos dias, o cenário depende de três fatores: comportamento das bolsas de tecnologia, fluxo dos ETFs spot e defesa da faixa de US$ 59 mil a US$ 60 mil. Se os ETFs voltarem a captar e as ações de IA estabilizarem, o Bitcoin pode tentar recuperar US$ 64.500. Caso contrário, uma perda clara de US$ 60 mil aumentaria o risco de queda até US$ 54 mil.

Portanto, o preço do Bitcoin em 23 de junho de 2026 é de R$ 323.158,67. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 23 de junho de 2026, são:DeXe (DEXE), Binance Life e Stable (STABLE), com altas de 48%, 2,2%, e 2%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 23 de junho de 2026, são: Humanity (H), Ethena (ENA) e Venice Token (VVV), com quedas de -24%, -11% e -10% respectivamente.

Fonte: CoinTelegraph
Imagem de MidJourney por Pixabay

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