Iniciativas promovidas pelas associações e cooperativas de catadores(as) e a ONG CAMA, integrantes do Fórum Estadual Lixo e Cidadania da Bahia com apoio do Governo do Estado da Bahia, apoiam os profissionais da reciclagem, unindo preservação ambiental e valorização
O tradicional São João da Bahia, em 2026 conta com uma forte aliada na preservação do meio ambiente através da economia circular e sólidaria.Trata-se dos projetos: Eco Arraiá de Cajazeiras (Coocreja e Cooperlix), São João Solidário em Salvador (Cooperguary e Cooperes), Arraiá Sustentável e Solidário (Caec, Cooperlix, Cooperbrava, Coleta Cidadã e Canore), Circuito Verde (Acasmarc), Arraiá Solidário Sustentável de Jequié (Cooperje), São João Sustentável da COOPREDE (Crun, Coopcicla, Coocreja e Cooperbari), iniciativas idealizadas e executadas pelas associações e cooperativa de catadores(as) de materiais recicláveis, junto com a ONG CAMA, integrantes do Fórum Estadual Lixo e Cidadania da Bahia.
As ações estruturam a coleta seletiva e a logística reversa de resíduos gerados durante as festividades juninas.
O foco central dos projetos é garantir a inclusão socioeconômica e a melhoria das condições de trabalho de centenas de catadores e catadoras de materiais recicláveis autônomos e cooperativados. As iniciativam baseiam-se no cumprimento das diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10) e da Política Estadual (Lei nº 12.932/14), que determinam o protagonismo e a emancipação econômica dessas categorias no manejo sustentável de resíduos urbanos. Além da óbvia redução dos impactos ambientais locais, desviando os materiais recicláveis e Óleo e Gordura Residual (OGR) de aterros sanitários, rios e mares, os implementan um modelo de inclusão e valorização dos catadores e catadoas.
“Esses projetos atendem a uma necessidade histórica de valorização do catador(a) e a destinação adequada dos resíduos sólidos gerados nos locais onde os projetos estão acontecendo. Pois os grandes eventos geram grandes volumes de resíduos de embalagens pós-consumo, e esses profissionais são os verdadeiros responsáveis pela logística reversa, economia circular e sustentabilidade dessas festas”, destaca o Dr. Joilson Santana, Coordenador executivo da ONG CAMA/FLC-BA.
A operacionalização dos projetos foram planejadas detalhadamente para mitigar riscos e otimizar a produtividade do trabalho. Cada um dos profissionais recebem um kit completo de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) composto por botas, dois pares de luvas, capa de chuva, meião e fardamento completo (camisa e calça). Também serão distribuídos sacos de ráfia.
As infraestruturas de suporte nos locais dos eventos contam com mesas de triagem, balança eletrônica e uma equipe com os catadores(as) cooperativados e assessorias técnica dedicada para o cadastro, pesagem, digitação e pagamento imediato aos catadores(as). Todo o material recolhido passará por uma comercialização solidária e terá destinação final ambientalmente adequada.
Os projetos ganham ainda mais relevância diante de dados alarmantes sobre a gestão de resíduos no país, pois por meio da utilização do RCYCLAÊ, uma Tecnologia Social que inova a gestão de resíduos e fortalece cooperativas de catadores na Bahia, desenvolvido pelo Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) com apoio do Governo Federal, por meio do MDHC, o software permite computar ecoindicadores e dados do ‘Reciclômetro’ em tempo real, gerando transparência e precisão. Um estudo recente da consultoria S2F Partners, com base no Relatório Global de Gestão de Resíduos de 2024 da ONU, apontou que os danos climáticos, à biodiversidade e à saúde gerados pela má gestão do lixo custaram cerca de R$ 97 bilhões ao Brasil. Iniciativas como: o Eco Arraiá de Cajazeiras, São João Solidário da Bahia, Arraiá Sustentável e Solidário em Salvador e Jequié e São João Sustentável da COOPREDE, atuam na ponta do problema, promovendo a economia circular e a conservação de recursos diretamente nas comunidades periféricas.
SOBRE O CAMA
O Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) fundada em 1995 na Bahia. Com 30 anos de atuação, a entidade dedica-se ao desenvolvimento socioambiental, assessoria técnica a cooperativas de reciclagem e fortalecimento comunitário com foco em jovens e mulheres negras. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o CAMA é uma das principais forças do Fórum Estadual Lixo e Cidadania da Bahia (FLC/BA).
Fonte / Foto: Ascom ONG CAMA
