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Em movimento de queda, Bitcoin recua mais de 1% e volta a ser cotado abaixo de US$ 65 mil

Os touros não conseguiram segurar o nível de US$ 65 mil e o BTC retrocedeu cerca de 1% e pode cair ainda mais com a chegada do final de semana, marcado pela queda no volume de negociação.

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 24/07/2026, está cotado em R$ 331.903,87. Os touros não conseguiram segurar o nível de US$ 65 mil e o BTC retrocedeu cerca de 1% e pode cair ainda mais com a chegada do final de semana, marcado pela queda no volume de negociação.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que o petróleo cruzou os US$ 100 pela primeira vez desde maio (Brent a US$ 100,4, alta de mais de 30% no mês) depois que os houthis atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, abrindo mais uma frente na escalada entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, ele aponta que as bolsas asiáticas fecharam esta sexta-feira em queda firme, com o Nikkei recuando 2,7% e Hang Seng e Xangai perdendo 1,4%, em meio a realização também nas ações ligadas a IA. O juro do Treasury de 10 anos subiu pelo quarto dia seguido, a 4,71%, maior nível desde janeiro de 2025, e o ouro recuou a US$ 4.044, pressionado pela perspectiva de um Fed mais duro: o mercado segue majoritariamente apostando em manutenção na reunião de quarta (29/07), mas a disparada do petróleo reforçou as apostas de aperto no segundo semestre.

Nos balanços, a Intel surpreendeu com receita 25% maior e divisão de data center crescendo 59%, e a ação subiu mais de 7%. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 65.400, tem expectativa de curto prazo neutra, com faixa provável de oscilação entre US$ 64.700 e US$ 65.800. Os ETFs à vista registraram o sétimo pregão seguido de captação, somando quase US$ 1 bilhão na sequência, e o fechamento semanal de hoje acima da faixa de US$ 65.600 é o teste que diz se o rompimento da semana sobrevive; abaixo, o suporte estrutural segue na média de 200 semanas, na casa dos US$ 63 mil”, apontou.

Bitcoin análise técnica

Alexandre Schmidt, gestor de índices de ações da CoinShares, afirmo ao Cointelegraph Brasil que o Bitcoin acumula alta de aproximadamente 13% desde a mínima de US$ 57.750 registrada em 1º de julho, o que faz deste o melhor mês para o ativo desde janeiro até agora. Ainda assim, a criptomoeda passou três sessões consecutivas presa na faixa entre US$ 64.000 e US$ 66.800, enquanto o ETH permaneceu próximo de US$ 1.920.

Os fluxos somaram US$ 716 milhões na semana, o maior volume desde o início de maio. Embora o cenário regulatório pareça positivo, não identificamos um catalisador para uma alta expressiva no curto prazo sem uma mudança nas expectativas para a política monetária — possibilidade que, na verdade, ficou ainda mais distante nesta semana. Atualmente, o mercado negocia dois cenários binários concorrentes: a contagem de votos do Clarity Act e a guerra dos navios-tanque. Por isso, a negociação dentro de uma faixa de preços continua sendo nosso cenário-base”, disse.

Para o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o BTC está estendendo a recuperação, apontando para a quarta semana consecutiva de ganhos, tendo testado novamente e encontrado suporte próximo à linha de tendência ascendente (traçada pela conexão de múltiplas mínimas desde janeiro de 2023) no final de junho.

Segundo ele, se o Bitcoin se mantiver acima da média móvel simples de 200 dias em US$ 63.330 e fechar acima da resistência imediata no nível de retração de Fibonacci de 78,60% em US$ 65.520 (traçado da mínima de agosto de 2024 em US$ 49.000 até a máxima histórica de outubro de 2025 em US$ 126.199), então o Bitcoin poderá estender a recuperação em direção ao nível de retração de Fibonacci de 61,80% em US$ 78.490.

Os indicadores de momentum no gráfico semanal mostram leves sinais de enfraquecimento do sentimento pessimista: o Índice de Força Relativa (IFR) está em tendência de alta em direção ao nível neutro de 50, com uma leitura de 40 na sexta-feira. Enquanto isso, a Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) cruzou para um padrão de alta nesta semana, reforçando uma perspectiva positiva .

No entanto, o analista também aponta que se o BTC não conseguir encontrar suporte em torno da média móvel simples de 200 dias, em US$ 63.330, e fechar abaixo desse nível semanalmente, poderá estender as perdas em direção ao suporte da linha de tendência ascendente, aproximadamente em torno de US$ 59.500.

Gráfico semanal BTC/USDT

No gráfico diário, o BTC apresenta uma leve tendência de alta no curto prazo, permanecendo logo acima da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 65.152. No entanto, o BTC ainda está sendo negociado abaixo da EMA de 100 dias, em US$ 67.973, e da EMA de 200 dias, em US$ 73.950, o que sugere que, embora uma recuperação esteja em andamento, a estrutura de tendência mais ampla permanece limitada pelas EMAs de médio e longo prazo.

Porém Ermolaev destaca que o RSI no gráfico diário está em 55 e apresenta uma tendência positiva, sem sinalizar condições de sobrecompra. Ao mesmo tempo, o MACD permanece em território positivo, indicando que há um impulso de alta, mas ainda não forte o suficiente para desafiar a banda de resistência superior.

Em contrapartida, o suporte inicial é oferecido pela EMA de 50 dias em US$ 65.152, com um piso estrutural mais profundo emergindo no nível horizontal de US$ 64.004. Uma quebra sustentada abaixo dessa última zona enfraqueceria o tom construtivo atual e exporia a uma maior queda. 

Na parte superior, os compradores enfrentam sua primeira barreira significativa na EMA de 100 dias, perto de US$ 67.973, seguida pela EMA de 200 dias em US$ 73.950; um fechamento diário acima dessas EMAs de médio e longo prazo agrupadas fortaleceria o cenário de alta e abriria caminho para a resistência horizontal mais distante em torno de US$ 84.410.

Gráfico diário BTC/USDT

Portanto, o preço do Bitcoin em 24 de julho de 2026 é de R$ 331.903,87. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0029 BTC e R$ 1 compram 0,0000029 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 24 de julho de 2026, são: Audiera (BEAT), Injective (INJ) e Binance Life, com altas de 5%, 2,5% e 2,3% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 24 de julho de 2026, são: World Liberty Finance (WLFI), Pi (PI) e Stable (STABLE), com quedas de -10%, 8% e 6% respectivamente.

Fonte: CoinTelegraph
Foto: Pexels

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