A divulgação de duas pesquisas eleitorais no mesmo dia colocou em evidência uma espécie de guerra de pesquisas na Bahia. Os levantamentos do Paraná Pesquisas e da Quaest, divulgados na quinta-feira (27), apresentam fotografias bastante diferentes da corrida pelas duas vagas do estado no Senado. Embora ambos coloquem Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) nas duas primeiras posições, a distância para os adversários muda significativamente de um instituto para o outro, sobretudo na disputa pela segunda cadeira.
No levantamento do Paraná Pesquisas, Jaques Wagner (PT) aparece pressionado pelos adversários na briga pela segunda vaga. João Roma (PL), em particular, reduziu a distância para o petista de 15,8 pontos, registrado na edição de maio, para apenas 5,6 pontos agora.
Rui Costa (PT) ainda aparece na liderança, com 43,5% das intenções de voto. Wagner registra 32,2%, seguido de perto por João Roma, com 26,6%, e Angelo Coronel (Republicanos), com 25,1%. O levantamento foi realizado presencialmente com 1.400 eleitores baianos, ouvidos entre 23 e 25 de agosto. Os resultados têm margem de erro estimada em 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Já a Quaest apresenta, no resultado consolidado das duas escolhas para o Senado, Rui Costa tem 23%, Jaques Wagner aparece com 17%, João Roma registra 7% e Angelo Coronel, 5%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 85% não souberam citar um candidato ao Senado. Na estimulada, o resultado consolidado registra 22% de indecisos e 20% que dizem votar em branco, nulo ou não votar.
Além disso, 37% afirmam que sua escolha para senador ainda pode mudar até a eleição, apontando que a corrida ainda pode sofrer mudanças importantes até outubro. Como cada eleitor terá direito a dois votos para o Senado, a definição da segunda escolha ganha peso na reta final.
O levantamento da Quaest entrevistou presencialmente 900 eleitores baianos com 16 anos ou mais, entre 23 e 26 de agosto. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no TSE sob o número BA-06206/2026.
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