Após duas tentativas de superar a marca de US$ 64 mil, o BTC sofreu com as consequencias da retomada da guerra no Irã e caiu para US$ 61 mil.
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 08/07/2026, está cotado em R$ 325.324,54. Após duas tentativas de superar a marca de US$ 64 mil, o BTC sofreu com as consequencias da retomada da guerra no Irã e caiu para US$ 61 mil.

A queda não ocorreu de forma isolada. O movimento acompanhou a piora do apetite por risco em mercados globais, em meio à nova escalada entre Estados Unidos e Irã, à alta do petróleo e à cautela dos investidores antes de novos dados de inflação nos EUA. O Brent chegou a subir mais de 5%, enquanto o WTI avançou para a região de US$ 74, após Donald Trump declarar que o entendimento com o Irã estava “encerrado”.
O ambiente pressionou criptoativos porque reforçou o temor de um novo choque inflacionário global. Quando o petróleo sobe de forma brusca, investidores passam a precificar custos maiores para energia, transporte e produção. Isso aumenta a chance de juros mais altos por mais tempo, cenário que costuma reduzir o interesse por ativos de risco, como ações de tecnologia e criptomoedas.
Além da pressão macroeconômica, o Bitcoin enfrenta um problema próprio: a demanda institucional nos Estados Unidos continua fraca. O Coinbase Premium, indicador que compara o preço do BTC na Coinbase com o preço na Binance, ficou negativo por 50 dias consecutivos. Na prática, isso mostra que o Bitcoin vem sendo negociado mais barato na principal exchange usada por investidores dos EUA, sinal de menor apetite comprador no país.
O dado ganha peso porque os ciclos de alta mais fortes do Bitcoin costumam aparecer quando o prêmio da Coinbase fica positivo por vários dias, indicando compras mais agressivas de investidores americanos. Agora, a leitura aponta o contrário: pressão vendedora persistente nos EUA e falta de convicção na retomada de curto prazo.
Os ETFs de Bitcoin à vista também seguem no centro da leitura do mercado. A CoinDesk destacou que os fundos registraram oito semanas consecutivas de saídas líquidas, enquanto analistas da Bitfinex afirmaram que, sem entradas sustentadas no IBIT, da BlackRock, a demanda institucional estrutural ainda não está comprovada.
Houve algum alívio pontual nos últimos dias. Dados da Farside Investors mostram entrada líquida de US$ 265,7 milhões nos ETFs de Bitcoin em 6 de julho, liderada pelo IBIT, que recebeu US$ 209,4 milhões. Porém, o fluxo veio depois de uma sequência de fortes resgates, incluindo saídas de US$ 219,4 milhões em 1º de julho, US$ 212,4 milhões em 30 de junho e US$ 444,5 milhões em 26 de junho.
Por isso, o mercado ainda trata as entradas recentes como insuficientes para mudar a tendência. Relatórios que citam Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy Digital, apontam que os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA acumulam cerca de US$ 6 bilhões em saídas líquidas no ano, enquanto o patrimônio total desses produtos caiu de patamares superiores a US$ 150 bilhões para cerca de US$ 74,4 bilhões.
Rejeição em US$ 64.500 deixa BTC vulnerável a novo teste em US$ 61.000
No gráfico, o Bitcoin também perdeu força após ser rejeitado na região de US$ 64.500, maior nível em duas semanas. A recuperação de julho ocorreu em meio à queda do interesse em aberto nos futuros, o que levantou dúvidas sobre a sustentação do movimento.
Esse detalhe importa porque uma alta acompanhada por queda no interesse em aberto pode indicar realização de posições vendidas, e não necessariamente entrada de novos compradores. Segundo a mesma análise, mais de US$ 500 milhões em posições alavancadas foram liquidadas em 24 horas, com posições vendidas liderando o movimento pelo sexto dia seguido.
Com isso, o BTC entra em uma zona técnica decisiva. A área entre US$ 61.000 e US$ 62.000 virou o principal suporte de curto prazo. Se os compradores defenderem essa faixa, o Bitcoin pode seguir lateralizado entre US$ 61.000 e US$ 64.000 enquanto espera um novo catalisador.
Por outro lado, uma perda consistente de US$ 61.000 pode acelerar a busca por liquidez mais abaixo, com o próximo suporte relevante entre US$ 59.000 e US$ 60.000. Esse nível coincide com uma região psicológica importante e com médias de longo prazo observadas por analistas técnicos.
Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de julho de 2026 é de R$ 325.324,54. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0032 BTC e R$ 1 compram 0,0000032 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 08 de julho de 2026, são: Morpho (MORPHO), Uniswap (UNI) e Just (JST), com altas de 4%, 3%, e 2%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de julho de 2026, são: Audiera (BEAT), Aerodrome Finance (AERO) e Memecore (M), com quedas de -15%, -12% e -11% respectivamente.
Fonte: CoinTelegraph
Foto: Pexels
